12.12.06

Bebe - Con mis manos

Cuando estas, ya no estan los demas,
cuando te vas, tengo ganas de llorar,
perdia en el sillon de mi cuarto pienso en ti con mis manos.
Que hacer, no tengo ganas de salir por que siempre tienes que huir perdia en el sillon de mi cuarto pienso en ti con mis manos.
una y otra vez dulce barbaridad!
el no controlar la forma de parar.
no pienso llorar, de eso ya me canse.
hoy voy a chillar, voy a andar con mis pies
otra vez, exo comida para dos,
otra vez, me ha parecido oir tu voz,
otra vez, empiezo a deslizarme en el sillon, para darle a mi imaginacion.
te pienso, rodeandome,
te siento, adentrandote.
perdia en el sillon de mi cuarto pienso en ti con mis manos.
una y otra vez dulce barbaridad!
el no controlar la forma de parar
no pienso llorar, de eso ya me canse,
hoy voy a chillar, voy a andar con mis pies.
cuando estas, ya no estan los demas,
cuando t vas, tngo ganas de llorar,
perdia en el sillon de mi cuarto pienso en ti con mis manos


11.12.06

Acorda-me quando chegares V




Deixei que a corrente me levasse, e deixei que a minha mente se desligasse por largos momentos, ela assim o pedia, estava exausta e perto de ruir sem aviso... Fui assim levado pela maré para um destino que o próprio destino havia de escolher! Não sei por onde passei, como cheguei ao destino, nem se era ali o fim da linha... Decidi parar e sair do meio de transporte imaginário que me levou por correntes e marés que apenas existiram na minha imaginação! Saí e reparei que tinha voltado ao ponto de partida... reconheci as prateleiras e vi-te lá em cima, ainda estavas na última! Hoje consegui ver-te os olhos, consegui finalmente olhar-te nos olhos e tocar-te na cara, estremeci por dentro quando o fiz... numa fracção de segundo reparei que o teu olhar encontrou o meu... e desviaste-o! Não existem palavras suficientes no dicionário que me permitam explicar o que senti ao olhar-te nos olhos, só sei que era enorme e muito forte! Não importa a desculpa para eu te olhar nos olhos, para ser sincero mal vi o que era suposto ter visto, algo me desviava o olhar para os teus olhos lindos, ternos, doces (embora insistas que não)... Voltaram as conversas escritas, voltei a soltar um amo-te perdido por entre as palavras e mais uma vez me acordaste desta ilusão em forma de sonho que me parece tão real... Prometi por fim acabar com esta história, não há volta a dar, e não acabou como os contos para as crianças... Prometi e mentalizei-me de uma vez por todas que te iria ter apenas como amiga... como uma melhor amiga! Não me arrependi do que fiz nem pelo que passei, acho que só ganhei com isso! Decidi acabar com a esperança, tu já chegaste, já me acordaste e já me mostraste a realidade...

8.12.06

Não entendo nada disto...

"You hold the answers deep within your own mind.
Consciously, you've forgotten it.
That's the way the human mind works.
Whenever something is too unpleasant, too shameful for us
to entertain, we reject it.
We erase it from our memory.
But the imprint is always there."


É assim que começa a musica no vídeo abaixo! É isto que me deixa num estado de não ter vontade de ver nascer o dia, e ficar pregado a esta escuridão sufocante para o resto do tempo que tenho para viver... Porque é que não somos como um computador, em quando queremos apagar algo, isso é eliminado da memória para sempre? Temos de guardar sempre alguma coisa lá no fundo que nos lembre os momentos que não queremos ver mais! Porque razão é tão difícil esquecer uma pessoa? Se calhar a pergunta não devia ser assim. Talvez o mais correcto fosse: Qual o porquê de querermos esquecer sempre as pessoas que nos são mais próximas e que por sua vez se tornam as mais difíceis? Custa saber que se pode ter "feito" um ponto final na história que escrevi com reticências... Custa saber a razão desse possível ponto final, uma discussão sem pés nem cabeça (no que a mim diz respeito)... Custa saber tudo isto, mas se é assim que queres, nada posso fazer... Por muito que caminhe, tal e qual um noctívago que nada tem para fazer e sem me preocupar com as horas que passam a correr, nas ruas perdidas da minha pacata cidade, não encontro uma saída! Talvez me mereça isto... mas se assim for, também me sinto no direito de saber qual a razão que levou a isto! É com os erros que se aprende... mas se eu não souber onde errei como posso corrigir-me? Vai-me valendo o futebol... ao menos durante 90 minutos todos os problemas que carrego na mente fazem uma pausa... vai-me valendo a ida amanhã a Belém para ver o meu clube jogar! Talvez consiga aliviar o que me mói o juízo, me tolhe a alma, e me enforca os sentimentos... Até um dia destes...


7.12.06

The Gift - Music

I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
and I try
I try to be the only one with this melody in my head,
but I think I hear this song somewhere.
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
And I think I hear this song
And I think I hear this song somewhere...
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me,
I’m doing this for love,
I guess I’m doing it for everyone around me.
I’m doing it for music,
I’m doing it for love,
I’m doing it for everyone around me...

6.12.06

Embrace - I can't come down

When I lost you, I played a part I never really knew
Letting go, was the best thing I could do
Before you turn that knife, you have to say you'll cut me down
And letting go, is effortless now
You found me out
But I can't come down anymore
I'm here till you say it isn't so
I'm in hope
And I can't come down anymore
No, I'm on a road I've never known
And there's no way home
I've found something, I would die from now
I don't feel fit to live
Are you the one it finishes with?
I spend my days thinking of you, praying you would think of me
Was I wrong, to let you just leave me?
But I can't come down anymore
I'm here till you say it isn't so
I'm in hope
And I can't come down anymore
No, I'm on a road I've never known
On my own
And I wanna know, what things you see up close in lies, they dissapear
And I wanna know, if I was just a waste of time for you
I want you to say, if you're with him alone, or someone new,
But I can't come down, til you do.
But I can't come down anymore
Until you say it isn't so
I'm in hope
And I can't come down, anymore
No I'm on a road I've never known
On my own
But I can't come down anymore
And I I can't come down anymore
No I'm on a road Ive never known
And there's no way home


5.12.06

Espero o amanhã...


"Só hoje senti
Que o rumo a seguir
Levava pra longe
Senti que este chão
Já não tinha espaço
Pra tudo o que foge
Não sei o motivo pra ir
Só sei que não posso ficar
Não sei o que vem a seguir
Mas quero procurar
E hoje deixei
De tentar erguer
Os planos de sempre
Aqueles que são
Pra outro amanhã
Que há-de ser diferente
Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu
Só hoje esperei
Já sem desespero
Que a noite caísse
Nenhuma palavra
Foi hoje diferente
Do que já se disse
E há qualquer coisa a nascer
Bem dentro no fundo de mim
E há uma força a vencer
Qualquer outro fim..."

(Mafalda Veiga)



É mais uma vez ao relento, numa noite fria, que tento pôr em palavras o que me vai na cabeça... O frio gela-me os pés, mas não consegue gelar o pensamento, nem o tempo, nem os sentimentos (é pena)! Ainda o tentei convencer a fazê-lo e apresentei argumentos válidos em como quer eu quer os outros não tinham nada a perder! Afinal sou pequeno demais para uma sociedade que teima em fazer-me esconder... Poucos seriam os que dariam pela minha falta! Mas não foi isso que me trouxe para o frio... O que me fez querer sentir esta dor, tal e qual uma penitência, foi o dia de hoje, longo demais para ser verdade! Parece que toda a gente sabe onde encontrar o "boneco anti-stress", toda a gente sabe em quem descarregar a fúria que se acumulou por isto ou por aquilo ao longo do dia dentro da mente de cada um e lhes fez ferver o sangue, cerrar o punho e sentir um vazio no estômago... Pena ter sido eu o alvo de muita gente hoje (gente demais, arriscaria a dizer), o dia parecia não querer chegar ao fim, e quando chegou, pensei eu, "que alivio"... Já em casa, preparava-me para fazer algo que me relaxasse, me fizesse sentir vivo e sentir que afinal sou gente, mas eis que descubro que afinal faltava alguém que também parece que não tinha tido um dia muito bom e ainda não me tinha encontrado... Durante o dia de hoje tive o trabalho acrescido de ouvir uma dúzia de pessoas com vontade de descarregar o sentimento que lhes pesava e passei o dia todo com carinha alegre, porque entendi que essas pessoas estavam a precisar de soltar toda aquela gana com alguém e embora soubesse que eu não tinha culpa de nada não me manifestei... deixei andar porque eles estavam a precisar!!! Quando pensei que tudo tinha acabado e preparava-me já para encarar um dia novo e falar com alguém que me iria fazer sentir bem, encontro aí também palavras estranhas, que mais uma vez não entendi o porquê... Resta-me esta penitência para sentir uma dor física que me apazigúe a dor que tenho cá dentro e a esperança de encontrar o dia de amanhã...

2.12.06

Acorda-me quando chegares IV


Da última vez que tinha falado contigo, disse que me ia deixar levar pela maré, para ver onde ela me levaria... Tentei! Desde que abandonei o supermercado em que te imaginei num dos locais inacessíveis por mim que me deixei levar pelo desenrolar dos acontecimentos, à espera do que a vida me ia trazer... Mas a maré que eu escolhi para me levar, estava parada, não me mexeu um único milímetro, e eu não tive força nem coragem para remar! Deixei-me ficar ao pé de ti. Não me saías do pensamento, cada movimento que fazia, cada musica que o rádio tocava, cada palavra que me dirigiam, levavam o meu pensamento às memórias que tenho tuas. É impossível eu lutar contra elas sozinho, não tenho força... Ao final de um feriado em que tudo me levava até ti, voltámos ás conversas escritas. Quando dei por mim já estava a falar outra vez do sentimento que tinha por ti! Não resisti a mostrar-te o que realmente queria na esperança que tivesses mudado de ideias... Foi em vão. Tu não tinhas mudado de ideias, e mostraste-me que estavas segura do que realmente querias e não irias ceder, mostraste-me que eu estava errado na descodificação de uma das tuas mensagens... tinha percebido mal! Fiquei assim a compreender melhor todas as tuas atitudes! Estremeci ao ler o que escrevias, senti um frio no estômago fora do normal... Não era fome, era medo... medo do que irias dizer a seguir... Ao fim de ler tudo aquilo escreveras, uma lágrima salgada e gorda ficou no limiar de me lavar a face pálida e fria própria de alguém em quem o sangue deixou de correr nas veias, no entanto, apenas me afogou a visão por alguns momentos e logo secou! Não havia nada a fazer, e deixar correr as lágrimas não ia mudar nada. Senti-me bem durante o tempo que esta “ilusão” me acompanhou a cada passo. Senti que tinha algo pelo que lutar, algo que me preenchia o pensamento durante as horas em que estava sozinho, finalmente tinha um desafio... A verdade é que eu quase adivinhava o desfecho desta história! Quando te que comecei a conhecer melhor e a confiar em ti estava na mó de baixo. Tu sabias da existência das minhas fraquezas, conhecia-las bem e sabias o que me fazia falta... O sentimento que cresceu dentro de mim fez-me melhorar, fez-me acreditar em mim, sentir-me capaz, e sentir que podia ser amado, isso trouxe-me um novo alento para viver, devolveu-me um sorriso que há muito se tinha refugiado em mim e que eu não o conseguia encontrar, fez-me sentir bem comigo mesmo, fez-me gostar de mim... Tu notaste isso, e ficaste contente pela mudança que tinha acontecido em mim! Receaste depois que eu voltasse a cair naquele ser sem esperança de ver a luz do dia nascer mais uma vez, tiveste medo que eu voltasse a isolar-me na escuridão da caverna criada pela minha mente e deixaste-me viver na ilusão por mais algum tempo... Tentas-te escolher a altura ideal para esclarecer as coisas... e aclaraste-me as ideias opacas que eu tinha! Bolas!!!! Tornei a falhar!!! Não vou mentir, nem a ti nem sobretudo a mim, não era justo que o fizesse. Não vou dizer que continuo o mesmo, que tudo faz parte do passado e que nada mudou em mim, não... Sinto-me mais triste, mais perdido, com menos estima que ontem, mas não fui abaixo de todo... Estou só assim durante um período de convalescência, até sanar a ferida de um golpe que eu próprio me infligi. Não quero que te sintas culpada por isto nem que mudes a tua atitude com as palavras que escrevo para aliviar a dor que sinto, aquela que me aperta o peito e me deixa os olhos abertos nas horas de maior silêncio. O erro foi meu, mais uma vez, tenho de aprender a lidar ainda melhor com estas situações e medir bem as consequências que daí podem surgir. Vou ter de pensar em tudo o que fiz e ver onde errei novamente, só assim posso tirar ilações conclusivas e que me ajudem no futuro... Para já só me resta levantar a cabeça e deixar que a maré, que já corre de modo a fazer mover moinhos, me leve... me afaste destas prateleiras e me ensine mais alguma coisa... Resta-me a tua amizade que vou guardar comigo enquanto deixares, a esperança de ver o sol brilhar amanhã, a crença de que melhores dias virão e a fé de que esses dias não estão longe. Mas hoje não posso fazer isso... hoje trago o Mundo ás costas e sinto-me cansado... hoje não... amanhã sim... amanhã volto a tentar... amanhã vou melhorar... amanhã sim... amanhã...

30.11.06

Acorda-me quando chegares III


Mais uma vez fui á tua procura... Desta vez encontrei-te no meio da multidão que eu sempre achei que era dela que fazias parte! Chamei pelo teu nome, inacreditavelmente conseguiste ouvir a minha voz “interior” e distingui-la das vozes entrelaçadas do resto das pessoas que passam! Dias depois saímos... Um bocado por obra do acaso, já que foi uma avaria no carro que me fez convidar-te para sair e a resposta saiu mesmo na última réstia de esperança! Embora soubesse que não aprecias muito, levei-te a ver o fascínio do mar á noite... Enchi-me de coragem e no momento em que te ia dizer o que me consumia a alma, algo aconteceu que me fez abrandar o meu instinto e me tolheu a coragem... Tinha fracassado mais uma vez! Mas não perdi a vontade nem a esperança de te demonstrar o que eu escondia por trás de cada gesto... E foi em conversa escrita que combinámos novo encontro no dia a seguir! Desta feita a intenção de nos encontrar-mos outra vez foi fazer o que serviu de desculpa no dia anterior para ir ver o mar... Fomos comer o tal gelado, mas não fomos sós, passámos um bom bocado os três enquanto saboreávamos o gelado, e quando se acabou levei-te para longe do mar, mas com água por perto. Falámos, rimos, e a coragem voltou a vir ao de cima... Tentei olhar-te nos olhos, mas a sinuosidade da estrada e a intimidação que sentes por quem te olha nos olhos, não me deixaram ver o seu brilho... Ainda que a estrada fosse uma recta interminável seria impossível vê-lo, deixaste-te intimidar de tal modo que ficaste calada durante quilómetros e quilómetros com o olhar pregado e dividido entre as estrelas que começavam a aparecer no céu que escurecia e entre a vista perdida algures dentro do carro, mas nunca para o lado esquerdo... Por cada curva que fiz tentei dizer o que ainda não tinha conseguido, mas por não estar só não consegui, tive medo e vergonha! Mas a coragem foi crescendo! Enquanto olhavas as estrelas conseguia-a sentir-te a pensar... Receei o pior, e quase acontecia quando me pediste para passar primeiro por tua casa e deixar-te lá! Porém senti que a coragem que existia em mim jamais iria voltar se perdesse esta oportunidade... Não acedi ao teu pedido... Queria ficar sozinho contigo e por momentos senti que nada me ira deter e eu finalmente ia retirar este “peso” que trazia comigo! Olhei uma vez mais para ti e estava apenas com cerca de 6 segundos para decidir se te levava para casa ou se seguia outro caminho e tentava a minha sorte! Ainda não tinhas dito nada desde a última paragem! Ainda com o olhar preso na tua pessoa reparei que tinhas um dedo preso nos lábios, naquele acto de quem está nervoso, a outra mão também estava á vista ainda tentei apanhá-la com a minha mão mas fiquei-me pela intenção porque reparei que ela tremia, nesse mesmo instante disseste algo e raparei na tua voz tremula, tinhas-te apercebido da minha intenção... a coragem morreu dentro de mim nesse momento... nem sei o que te respondi! Sei que optei pelo caminho que te levava a casa, não me lembro de ter feito o caminho até tua casa nem das palavras que dissemos um ao outro, apenas me lembro que não te deixei no local habitual, porque assim me pediste mas não prestei atenção á causa da mudança, apenas o meu corpo ainda permanecia dentro do carro, todo o resto já estava bem longe... do caminho até casa apenas me lembro de uma lágrima que não chegou a escorrer ficou apenas alojada nas pestanas! Senti que tinha perdido a única oportunidade, e a incerteza de voltar a ter outra tolhia-me... Desde esse dia as nossas conversas escritas intensificaram-se e passaram a ser quase um vício. Estas conversas serviram para nos tornar-mos mais íntimos, e para nos conhecermos melhor, entre uma das muitas mensagens que trocámos diariamente eu soltei um “amo-te” que te desfez as duvidas que tinhas e encarregou-se de te arranjar umas novinhas em folha! Reagiste com espanto de quem não pensava ser possível aquilo que acabava de ler... O que é certo é que esperava que tentasses fugir a isso, mas não, enganei-me... Sei bem que as coisa que são escritas não têm o mesmo “peso” das que são ditas frente a frente... Mas esta mensagem serviu para nos tornarmos mais íntimos ainda, como se não pudéssemos ser amputados... A cada passo que dava pensava em ti, e imaginava-me contigo, deixei de me sentir o falhado do costume, senti que desta tinha acertado e afinal sempre era capaz de fazer alguma coisa... mas mais uma vez entre as nossas conversas diárias chegámos á conclusão que não podia-mos ir mais longe do que o que já estávamos, concordei contigo porque vi que as razões que me mostravas eram válidas e eu tinha a certeza quase toda que era isso que ia acontecer, estava tudo a correr muito bem para o costume... Senti um misto de emoções... Sentia-me bem por te ter dito o que guardava para mim até então e sentia-me novamente um falhado porque ainda não tinha acertado, no entanto só te mostrei uma parte para não te deixares abater e para eu também não ir abaixo! Dizias que no fundo não querias ficar por ali e isso ajudou-me a levantar. Começamos a ficar confundidos, e o dia a dia encarregou-se de nos arranjar episódios que fizeram com que eu te confundisse e com que tu me confundisses a mim também... mais alguns “amo-te” foram escritos no vai vem da escrita mas a incógnita de saber se o recebias com o mesmo sentimento que era enviado foi aumentado... Voltámos a tocar no assunto e fizeste-me aperceber que, para já, não havia nada a fazer... Arrepiei-me ao ler “faz o que é melhor para ti”! Eu não sei o que é melhor para mim, nem sequer sei quais as opções que tenho, sinto-me perdido, sem norte... É como se fosse a um supermercado e procurasse por ti no labirinto das prateleiras mas altas que eu. Por fim encontrei-te, estás na prateleira mais alta de todas, eu não te chego, ninguém parece querer ajudar-me. Podia desistir e escolher uma das que estão expostas nas prateleiras que estão abaixo... mas é a ti que eu quero, e se por vezes parece que te inclinas de maneira a eu poder chegar-te, outras são as vezes que me parece que te queres desviar e ficar mais longe porque daí de cima vês algo que eu não consigo daqui! Fico tonto, não sei que fazer nem para onde ir... Vou voltar a deixar-me levar pela maré sem destino, talvez assim volte a ir ter até ti, talvez assim te possa dizer frente a frente e sem coçar a orelha nem esfregar o olho o que hoje só consigo escrever...

29.11.06

29 de Novembro


O dia 29 de Novembro é o 333º do ano no calendário gregoriano (334º se o ano for bixesto) e significa que faltam 32 dias para acabar o ano! Muitas coisas que ficaram para a história, aconteceram neste dia... Foi, por exemplo, neste dia, que em 1899 foi fundado o Futebol Club Barcelona, em 1926, Óscar Carmona toma posse do cargo de Presidente da Républica, em 1939 a capital da Finlândia é bombardeada por aviões soviéticos, em 1944 a Albânia é desocupada pela Alemanha, em 1961 foi lançado no espaço o primeiro macaco, em 1986 nasce num hospital de Nápoles a primeira criança cujo sexo foi predeterminado durante um teste de fertilização, em 1999 foram encontrados 6 novos planetas que orbitam estrelas fora do sistema solar. Muita gente morreu neste dia, mas muita gente famosa nasceu também, como por exemplo, Egaz Moniz (1874) e Jacques Chirac (1932)... Mas é hoje, 29 de Novembro de 2006, que um parolito com a mania que é cómico e com a ideia que o nome Nemec é um decente, faz 20 anos que nasceu... E esse parolito, a que muitos apelidam de cromo, trengo, poeta, maluco e afins, agradece a todos aqueles que não se esqueceram dele neste dia!!!!

27.11.06

Fica bem...


Eu sempre quis fazer tudo por ti....
Vi-te em todo o lado, a toda a hora,
Desde que acordava até chegar aqui...
Falei, gritei...tentei correr...fugi...andei...fora de mim...
Tu sabes que eu tentei tudo...andei para trás...
Dei-te o mundo..fui feliz...
Só me arrependo do que nunca fiz....
Se tudo não fosse mais que uma ilusão...
Um paraíso, uma realidade virtual...
Agora tudo é muito mais claro, tão mais fácil de ver,
De perceber, de sentir...
É óbvio que não ia dar....
Desaparecer não é a solução...
Eu nunca quis que fosse so uma questão..
De sim ou não....
A lua chega e eu já não estou aqui...
Vela ao vento, não esperes por mim...
Um barco no mar...
O vento sopra até ao fim...
Um último desejo...
só quero mesmo...
que fiques bem...
Fica bem...