3.4.07

Um Mundo do meu tamanho...


Domingo, manhã solarenga de Junho, acordo bem cedo, o fato de cerimónia que ainda cheira a novo cobre-me o corpo, prepara-se um dia diferente, não imaginava eu o quão diferente... A cerimonia era um casamento, e eu ia fazer parte dela de certa forma especial, ia ser "menino das alianças"... Antes da igreja toca a tirar as fotografias da praxe na casa da noiva, uma assim, outra daquela maneira, mais um flash, mais um passarinho, e a minha vergonha não me deixava ver ninguém... Acabadas as fotos e satisfeitos os estômagos dos convidados, tudo ruma à igreja, onde já está o noivo, nervoso e com a consciência de que está a acabar o tempo de solteiro, coisa que nunca mais vai voltar a ser... Alinha-se a noiva em frente á porta de braço dado com o padrinho, que a vai levar ao altar, á frente os meninos das alianças, e os convidados vão entrando devagar, enquanto entram vão dizendo qualquer coisa á noiva que está nervosa. Entretanto alguém me pede para dar a mão á menina das alianças que era mais nova que eu, talvez com 2 ou 3 anos e eu cheio de vergonha lá pego na mão da menina, um dos convidados ao entrar, não fala para noiva, mas para mim, "Vais casar com a menina..." disse-me... Com a vergonha que tinha, e com a que ganhei depois disto, não me consigo lembrar de mais nada, apenas que entrei de mão dada com uma menina na igreja e alguém me disse que seria ela minha noiva, não me consigo lembrar de nomes, nem sequer de nenhum rosto... A cerimonia acabou, o fato voltou para o guarda-vestidos, a menina já não sei dela... Passaram dias, meses, anos... tantos que o fato já nem me serve, cresci, mudei, e a menina das alianças também, ficámos irreconhecíveis... Cerca de 13 anos mais tarde sou apresentado a uma rapariga, pela qual me apaixono, e começo a namorar 8 meses depois. Com um mês e alguns dias de namoro, uma duvida me assalta, "será que devo acreditar no destino?" coisa que até então não acreditava. O fundamento desta duvida em forma de questão é que enquanto lhe mostrava as fotografias desse casamento, ouço sair da voz dela, "Esta sou eu!"... Encontrei a menina das alianças...

23.3.07

What do you do? - Papa Roach

I got a one-way ticker on a hell-bound train
With nothing to lose and nothing to gain
Nobody ever taught me how to live
I'm feeling like I'm lost- like I'll never be found
I'm twisted and I'm turned around
Nobody ever taught me how to love
I'm hurting everybody I'm hurting myself
I'm desperate
So what do you do
When it all comes down on you?
Do you run and hide
Or face the truth?
If you were to tell me that I'd die today
This is what I'd have to say
I never really had the time to live
And if you were to give me just another chance
Another life, another dance
All I really want to do is love
I'm hurting everybody
I'm hurting myself
I'm desperate
When all is said and done you could be the one
With open arms and open eyes
You're jumping off the edge and hoping you can fly
Accept your fate for what it is
Into the great unknown
...got a one-way ticket on a hell-bound train
With nothing to lose and nothing to gain...

18.3.07

Secretamente


Secretamente te sussurro
Leve e de mansinho
O que a minha alma grita
Desesperadamente
Cá dentro
Com medo que tu não oiças
Encosto a boca tremula
Ao teu ouvido delicado
E por breves momentos esqueço tudo
Até mesmo que existo
Apenas me lembro e sinto
O que os meus lábios acabaram de dizer
Palavra pequena e de enorme significado
Que demostra toda a insanidade que me compõe
Devagar, com carinho e ternura
Solto um Amo-te
E um sorriso
Por saber que também o disseste...

17.3.07

Mika - Grace Kelly

Do I attract you?
Do I repulse you with my queasy smile?
Am I too dirty?
Am I too flirty?
Do I like what you like?
I could be wholesome
I could be loathsome
I guess I'm a little bit shy
Why don't you like me?
Why don't you like me without making me try?
I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
Ive gone identity mad!
I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!
How can I help it
How can I help it
How can I help what you think?
Hello my baby
Hello my baby
Putting my life on the brink
Why don't you like me
Why don't you like me
Why don't you like yourself?
Should I bend over?
Should I look older just to be put on your shelf?

I try to be like Grace Kelly
But all her looks were too sad
So I try a little Freddie
Ive gone identity mad!
I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!
Say what you want to satisfy yourself
But you only want what everybody else says you should want
I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why don't you like me?
Why don't you like me?
Why don't you walk out the door!



9.3.07

Dias!


Às vezes prefiro que o tempo voe, para que tudo passe o mais rapido possível na minha vida, como se fosse levado pelo vento provocado por um tornado, esses são dias de ansiadade, que não me acrescentam grande coisa, a não ser o conformismo do costume por não ser como eu queria que aconteceram as coisas. Mas eu gosto mesmo é quando entendo o tempo como algo bom e que demora uma eternidade a passar, aquele tempo em que a brisa sopra devagar e vai tatuando em mim novidades esquecidas, ou surpresas agradáveis. Esses são dias de expectativas boas e que me fazem pensar diferente. É nesses dias puros, que resgatamos as boas lembrançaas e as mais aconchegadas esperanças... Sei lá, é como se elas ficassem presas num espaço de tempo só nosso, que cultivamos com carinho e um sorriso nos labios. Como se entre a realidade e o sonho existisse um caminho estreito e bonito, onde só vemos quem amamos, e quem gosta e torce realmente por nós... Sinto falta destes dias... Muita mesmo...

8.3.07

Saudade...


Todos os dias
Em que não estiveres
Irei escrever-te um poema
Não direi saudade
Porque nas palavras
Nada do que sinto
Poderá caber
Mas escreverei
Para que num minuto
O meu pensamento frágil
Pouse no teu ombro
E escreverei um poema
Para não esquecer
Que te espero sim
Tranquilamente
Porque tempo não é nada
Já que eu te esperei
A minha vida inteira.

1.3.07

Carta para a Vida


Querida Vida,

Não sei qual a razão por ter começado com "querida Vida" podia ter começado por Vida reles, ou Vida má, ou Vida estúpida, ou simplesmente Vida... Afinal ultimamente de querida não tens tido muito, para mim tens sido mesmo muito pouco querida, não sei o porquê, e tu teimas em não mo mostrar... Ajudavas-me tanto, deixaste-me brilhar, abriste-me portas, iluminaste-me o caminho a seguir, sempre lutei com todas as forças para não te desiludir, para fazer o que me mostravas ser melhor! É difícil o que me estás a fazer agora, dói saber que não queres saber de mim para nada, porque me fazes isto? Porquê Vida? Responde-me só a esta pergunta e ficas com a minha palavra de honra em como nunca mais te incomodo enquanto existir. vou-me perguntando a mim mesmo durante horas, em que o tempo não anda, se realmente mereço isto... Será que mereço? Talvez, mas não sei o porquê de tal castigo, e tão severo... Deixaste-me pendurado e á deriva... esqueces-te que fazes parte de mim? Deixa-me viver-te como te vivia até aqui, custa assim tanto? Deste-me uma prenda no Carnaval, e é essa que se mantém sempre a meu lado e me dá força... De resto passas a vida a virar-me as costas. Estás a esticar a corda e se continuares assim não sei se aguento... Estou cansado...

Adeus Vida

25.2.07

Acorda-me quando chegares VI


Dois meses passaram desde a última vez que vi a cor dos teus olhos... Já me tinha cruzado contigo antes, mas a vontade de te dizer o que realmente sentia, escondeu-se na vergonha que guardava pelo que tinha feito... Senti-me mal por ter perdido duas oportunidades de falar contigo, mas um erro que eu tinha cometido enfraqueceu-me e fez-me fraco, medroso... Deixei-me tomar de assalto por esse medo e magoei-te sem intenção de o fazer. Algumas discussões pelo meio deixaram-me sem dormir e não te tiravam do meu pensamento nem dos sonhos, olhava para o dia e esperava um sinal teu, algo que me fizesse sorrir... Cada vez que olhava para o que tinha feito sentia vergonha de mim mesmo... Pensei que nunca mais irias querer sair dessa prateleira e nunca irias voltar a olhar para baixo... Decidi acabar com o erro que tinha cometido, e afastar-me... Afastar-me de tudo e de todos, parar e pensar em tudo... Deixei-me levar pela maré, mas continuavas presente na minha mente e no meu coração, nada te podia apagar... Voltei a adormecer e a sonhar contigo, deste-me um sinal que estavas decidida a descer das prateleiras, tentei dizer-te algumas vezes o que te "escondia" à dois meses, mas por esta ou aquela razão não encontrava maneira. Em jeito de brincadeira disseste que gostavas que te fizessem uma declaração na praia e ao luar, e numa das vezes que saímos fomos para bem perto do mar, onde conseguia-mos ouvir as ondas bater na areia fria própria do mês de Fevereiro. Era suposto apenas falar do dia-a-dia, mas acabamos por puxar o assunto onde os dois queríamos chegar... Pedi-te para esperar algum tempo, porque o erro que eu tinha feito podia-nos afectar... Disse-te para não ficares triste porque era tudo uma questão de tempo, acenaste com a cabeça num gesto de afirmação e concordância, e de repente levantas-te o olhar pregado ao chão á já algum tempo e olhaste para mim... e o que iria ser um abraço apertado tornou-se no primeiro gosto que senti dos teus doces lábios, foram breves os segundos que esperamos afinal, e não resisti, mais uma vez, ao teu olhar... É mágico o que sinto quando te olho nos olhos... Prometi ficar contigo e não te magoar mais... Afinal já tinhas chegado, já me tinhas acordado, mas não para a verdadeira realidade, desta vez sim, chegaste, despertaste-me e mostraste-me o que é amar...

17.2.07

Trouble - Coldplay

Oh no, I see,
A spider web is tangled up with me,
And I lost my head,
The thought of all the stupid things I said,
Oh no whats this?
A spider web, and Im caught in the middle,
So I turned to run,
The thought of all the stupid things Ive done,
I never meant to cause you trouble,
And I never meant to do you wrong,
And i, well if I ever caused you trouble,
Oh no, I never meant to do you harm.
Oh no I see,
A spider web and its me in the middle,
So I twist and turn,
Here I am in my little bubble,
Singing, I never meant to cause you trouble,
I never meant to do you wrong,
And i, well if I ever caused you trouble,
Oh no, I never meant to do you harm.
They spun a web for me.


15.2.07

Asas...


Asas... Só um prenuncio de asas... Mas é melhor um rabisco delas do que nem as ter. E o que importa é que eu as vejo, ainda que quase ninguém consigo, e por isso, não acredite na sua existência. Mas eu sinto, sinto e sei que um dia elas vão se tornar mais fortes, e aí eu vou poder voar. Todos se vão surpreender com aquele miudinho que traçava planos muitas vezes distantes e sonhava muito alto, porque não os compartilhava com ninguém. Ou que parecia mais um tolo que aparentemente só cultivava medo, lágrimas e fracassos. Um dia vou voar, quem sabe daqui a uma semana, um mês, um ano, ou mesmo uma vida, mas eu vou voar. Não me importo um bocadinho que seja com o tempo que isso vai demorar, só me importa mesmo é ir e, lá bem do alto, olhar para baixo e lembrar-me de onde eu saí, como era e no que me tornei... E depois olhar em frente, para onde vou, vivendo a materialização de promessas cravadas no coração e feitas durante tanto tempo, que por medo, vergonha e incerteza nunca foram reveladas... é tudo uma questão de tempo... Voar e ir para longe, para viver feliz, como aquele filhote de ave que mesmo sabendo da altura do ninho e da tempestade adiante, olha para as suas asas tão frágeis mas não teme, pois sabe, que em breve, elas vão crescer e ficar fortes...