1.4.09

O Povo sabe agradecer


Solitário vive o Guerreiro
Por entre os dias que o massacram,
Do sangue sente o cheiro
De todos os que o atacam.
Luta orgulhoso e com valentia
Sem medo de encontrar Golias,
Transporta a crença de que um dia
Ao seu povo só dará alegrias.
Não é grande o povo que é seu,
Mas é forte e dedicado,
Agradece o que o Guerreiro lhe deu,
Pois vencer não é sempre fado.
Perde o Guerreiro importante batalha
De pé seu nobre povo o aclama,
Será tamanha a salva que lhe valha?
Terá razão tudo o que se proclama?
De todo o povo veio a razão
Que fez a pedreira estremecer,
Povo que sofre e sente a Legião
Apoia o Guerreiro sempre que perder.
Lutará o Guerreiro para vencer
As novas batalhas que hão-de vir,
E promete nunca esquecer
Dez mil na pedreira a aplaudir.
No coração do Guerreiro ficará
Sempre o povo que o ajudou a ganhar
Do fundo do seu o povo dirá
Obrigado por me deixar sonhar...

25.1.09

Estranha cegueira


Acordo em sobressalto com uma dor forte no olho! Uma picadela que já cá morava à algum tempo mas que se tem intensificado de dia para dia, tornando-se cada vez mais incomoda. Desta vez não vou conseguir adormecer mais, levanto-me e corro para a casa de banho, abro a torneira da água fria para tentar enxaguar o olho, inundando-o talvez passe. Não faço ideia de que raio será. Uma pestana? Um mosquito perdido na sua incursão nocturna? Um simples cisco que veio aqui parar? Não faço ideia mas incomoda cada vez mais! A água não faz efeito desta vez, e tento desesperadamente abrir o olho e olhar ao espelho para tentar ver o que ficou agarrado e não quer sair mais. Nada, não vejo absolutamente nada, mas sinto, sinto a inconfortável picadela que me acordou, peço a alguém que tente com uma ponta feita de papel procurar por algo que esteja a mais no meu olho mas ninguém vê. Desesperado com a dor tento por soro fisiológico dentro do olho e tento chorar para me tentar libertar da dor. A certa altura já não sei se sou eu que não quero parar de chorar ou se é o choro que não quer parar. A dor ia aumentando, a visibilidade ia diminuindo a passos largos e a falta de sono era insuportável quando me decidi a ser atendido por um oftalmologista. Já completamente cego, fico sentado na cadeira enquanto o médico me faz o diagnóstico, e quando deixo de sentir a presença da luz pergunto ao médico se viu alguma coisa, ele responde que viu algo que nunca tinha visto nem estudado! Enquanto me apontava a luz para os olhos diz que viu faltas por marcar, outras marcadas por excesso de zelo, cartões despropositados e sem fundamento, discórdia entre árbitros e fiscais de linha, golos mal anulados e outros assinalados sem que a bola ultrapassasse totalmente a linha de golo, grandes penalidades por marcar e marcadas propositadamente em benefício de um trio de clubes protegido pela influenciada Comunicação Social, um misto de erros não tão humanos quanto parece, e tudo isto por debaixo de uma já grossa camada de pó! O pó que semana após semana nos é atirado para os olhos para encobrir o que todos nós vemos por esses estádios fora, o pó que nos cega e que encobre a verdade desportiva, o pó que luta pela desigualdade e desequilíbrio da tabela classificativa, o pó que me cegou! Chegou a altura de dizer BASTA! Chegou a altura de lutar contra os que se fazem de cegos e lutar pelos que eles realmente cegaram...

20.1.09

Para sempre




Nem sempre conseguimos sentir o aproximar silencioso e repentino de uma má noticia, cujo único objectivo é abalar-nos e testar-nos levando-nos até aos limites mais extremos da nosso sentir! Podemos ser os mais fortes física e psicologicamente que quando ela chega provoca na mesma uma dor que nos mói e não somos capazes de apaziguar! Ao longo dos últimos 14 anos aprendi a viver com alguém que era “diferente”, alguém que desde à muito deixou de poder responder por todos os seus actos. Por ser diferente era humilhado por muita gente ainda que mais nova, e vendo-se ele fechado num mundo tão próprio onde via mais costas voltadas que mãos esticadas caiu nas mãos de um vício que lhe fez encolher todas as mãos à excepção de uma que o agarrou firmemente e o puxou para fora do vício que afogavas as intermináveis mágoas. Uma mão que o amou, que lutou por ele e com ele contra as adversidades, uma mão que o mudou, que o tornou numa pessoa que nunca antes tinha sido, porque apesar de diferente continuava a ser uma pessoa merecedora de todo o respeito pois deixara de faltar ao respeito aos outros, uma mão que lhe devolveu um sorriso! Não foi fácil levar para casa mais uma pessoa com o intuito de mudar, principalmente se ela não quer ser mudada, dividir o quarto com alguém que até então dormia só e não mais ter uma noite seguida de sono mas antes de sobressaltos e sustos. É de louvar o gesto feito a troco de nada, ainda que muitos continuem a achar que não, mas nunca lhe deitaram a mão por saberem que iria ser assim, ajudar sem recompensa financeira era esse o contracto celebrado com a consciência! Catorze anos são uma vida, e quando é vivida ao lado de alguém que precisa de nós habituamo-nos a ela e sentimos que temos um dever a cumprir, passa-mos a levar um pouco dela sempre connosco, partilha-mos sorrisos, tristezas e dores, curamos feridas e olhava-mos para trás com orgulho pela mudança feita! Nada me levava a crer que tudo isto teria um fim tão próximo. Ainda entusiasmado pela neve que tinha caído durante o dia cheguei a casa e em vez de contar a novidade recebi outra, fui vê-lo deitado na cama a sangrar pela boca. Pensei que fosse devido à fragilidade dos dentes e decidi levá-lo ao dentista a fim de ser tratado. Já no dentista e enquanto esperava-mos pela vez tentava-mos que se mantivesse quieto e a fazer pressão por onde brotava sangue, mas a curiosidade fazia-o sempre querer ver o pano já totalmente ensanguentado e não mostrando qualquer tipo de dor sorriu e piscou um olho como se nos quisesse acalmar e quisesse despedir com uma imagem ainda alegre dele, depois de extraído o dente não mais o sangue parou e a imagem dele sentado a escorrer cada vez mais sangue a ficar pálido e a tremer enquanto eu lhe segurava no pano a tentar estancar o sangue e enquanto o INEM se recusava a enviar uma ambulância em auxilio não quero mais guardar, tal como a ultima vez que o vi ainda vivo, sentado no cadeira de rodas e a entrar pela triagem do hospital! Ainda assim não acreditava que algo fosse correr mal, pensava que seria só coser e estava como novo. Já era sábado quando fui buscar a minha mãe que o acompanhou no hospital, não consigo descrever o que senti quando a minha mãe sentada na sala de espera me abraça com força e me diz que ele tinha de ir de manhã cedo para o porto pois tinha um cancro galopante no sangue! Não consegui imaginar o que seria isso, tive medo de procurar saber e continuei a pensar que o tratamento devido o iria salvar! Rezei durante a noite para que me pudesse despedir e pudesse dizer o que sentia por ele! Ainda antes do almoço de sábado recebi uma mensagem do meu pai com apenas três palavras que me retiravam toda essa possibilidade, por não ter sido capaz de o dizer escreveu apenas “o tio faleceu”! Senti vontade de gritar até rebentar as artérias, senti vontade de ser fraco e chorar como uma criança pequena, senti vontade que tudo fosse mentira, mas não era e eu senti uma força que não era minha e aguentei-me, tornei-me forte e não mostrei parte fraca em frente de ninguém para não piorar tudo, pois sei que era isso que ele desejava de mim. Apesar de tudo ter feito para o salvar e por não me ter conseguido despedir dele, senti que tinha obrigação de lhe prestar uma última homenagem, e carreguei-o a força de braços até à sua última morada. Continuo a sentir uma dor enorme no peito como se de uma facada se tratasse a cada passo que dou e me lembro dele, faz-me falta a presença dele, faz-me falta perguntar por ele, agora restam apenas as lembranças, as lágrimas de alegria por gestos simples que lhe fizemos, a palavras características que ele dizia, os momentos únicos que passamos e o sorriso e o piscar de olho no dentista, pois é essa a última imagem que quero guardar dele... A tua marca ficará para sempre em mim como uma lição de vida, pois até na hora da despedida não quiseste preocupar nem dar trabalho a ninguém, obrigado tio Zé!

Boss AC ft. Mariza - Alguém me ouviu

Não me resta nada
Sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado
Com tanta gente á minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta

Choro a rir
Isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo
A esperança pouco me resta
Triste ser tão novo e já achar que a vida não presta

As pernas tremem
O tempo passa
Sinto o cansaço
O vento sopra
Ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece
Algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino
Nem sei se estou acordado

Sorriso escasseia
Hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe
Mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz

(M) Chorei
(M) Mas não sei se alguém me ouviu
(M) E não sei se quem me viu
(M) Sabe a dor que em mim carrego
(M) E a angústia que se esconde
(M) Vou ser forte e vou-me erguer
(M) Ter coragem de querer
(M) Não ceder nem desistir
(M) Eu prometo
(M) Busquei
(M) Nas palavras o conforto
(M) Dancei no silêncio morto
(M) E o escuro revelou
(M) Que em mim a luz se esconde
(M) Vou ser forte e vou-me erguer
(M) E ter coragem de querer
(M) Não ceder nem desistir
(M) Eu prometo

Não há dia que não pergunto a Deus
Porque nasci?
Eu não pedi
Alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado aonde estava
Aonde não pensava, não existia, não chorava

Prisioneiro de mim próprio
O meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados,
Não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar
Um sorriso para me animar

Quem sou eu?
Para onde vou?
De onde vim?
Alguém me diga,
Porque me sinto assim?
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos olhos mas ninguém as vê!

Estou farto de mim,
Farto daquilo que sou,
Farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz

(M) Chorei
(M) Mas não sei se alguém me ouviu
(M) E não sei se quem me viu
(M) Sabe a dor que em mim carrego
(M) E a angústia que se esconde
(M) Vou ser forte e vou-me erguer
(M) Ter coragem de querer
(M) Não ceder nem desistir
(M) Eu prometo
(M) Busquei
(M) Nas palavras o conforto
(M) Dancei no silêncio morto
(M) E o escuro revelou
(M) Que em mim a luz se esconde
(M) Vou ser forte e vou-me erguer
(M) E ter coragem de querer
(M) Não ceder nem desistir
(M) Eu prometo


3.12.08

The Script - The Man Who Can't Be Moved

Going back to the corner where I first saw you,
Gonna camp in my sleeping bag I'm not gonna move,
Got some words on cardboard got your picture in my hand,
Saying if you see this girl can you tell her where I am,
Some try to hand me money they don't understand,
I'm not...broke I'm just a broken hearted man,
I know it makes no sense, but what else can I do,
How can I move on when I'm still in love with you...

Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'll come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.

So I'm not moving...
I'm not moving.

Policeman says son you can't stay here,
I said there's someone I'm waiting for if it's a day, a month, a year,
Gotta stand my ground even if it rains or snows,
If she changes her mind this is the first place she will go.

Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'll come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.

So I'm not moving...
I'm not moving.

I'm not moving...
I'm not moving.

People talk about the guy
Who's waiting on a girl...
Oohoohwoo
There are no holes in his shoes
But a big hole in his world...
Hmmmm

and maybe I'll get famous as man who can't be moved,
And maybe you won't mean to but you'll see me on the news,
And you'll come running to the corner...
Cos you'll know it's just for you

I'm the man who can't be moved
I'm the man who can't be moved...

Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'll come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.
[Repeat in background]

So I'm not moving...
I'm not moving.

I'm not moving...
I'm not moving.

Going back to the corner where I first saw you,
Gonna camp in my sleeping bag not I'm not gonna move.


12.11.08

Acorda-me quando chegares XVIII


Fácil. Fácil é uma palavra que não entra no dicionário, não dos que se compram em livrarias, mas no da vida. É difícil viver a vida, e difícil sorrir se ela nos faz chorar, é difícil encontrar uma mão que nos ajude a levantar quando tropeçamos nas rasteiras da vida, é difícil olhar a vida de frente e levantar a cabeça quando ela nos cega como o sol. Necessitámos de uma ajuda mútua para podermos (sobre)viver. Eu encontrei-a, demorou algum tempo mas consegui! É nos tempos conturbados que nos apercebemos da falta que fazemos um ao outro, é quando estamos longe que desejamos estar perto, é quando não temos a ninguém a quem contar os nossos medos que reparamos que quem amamos nos pode ajudar, nos pode dar o calor no coração que nenhum aquecedor consegue ainda. É quem amamos que nos faz sorrir mesmo debaixo das nuvens escuras de um dia frio de inverno. Basta uma palavra, um gesto, uma mensagem inesperada, uma simples flor, um carinho, para que derretamos o maior iceberg que nos invade por dentro! Olho para trás, para uma vida quase com 2 anos que vai marcando os seus passos aos poucos e lembro cada pequeno gesto feito, cada pequena força dada, e vejo o quão forte é o sentimento que guardo cá dentro. Um sentimento que tem sido à prova de tudo, por entre batalhas nunca antes sonhadas, e tem crescido e evoluído como sentimento. Vamos ganhando cada vez mais confiança para os próximos passos a dar e só quero que sejam bem cimentados para podermos formar algo pelo que à muito vimos a lutar. Quero-te amar, quero ficar contigo, quero ser parte integrante da tua vida, quero-te ajudar e quero que te sintas amada e feliz por estares comigo. Deixas-me ajudar-te? Então acorda-me...

3.9.08

Acorda-me quando chegares XVII


Tenho medo, tenho medo do escuro! Medo do escuro que fica em meu redor quando partes, sufoco e bato contra tudo e todos, entro num estado único de esquizofrenia que não deixa pensar, que me tapa a visão e que aflige, me mói e me mata! Perco todos os dias os meus sentidos e o sentido da vida no meio desta escuridão, onde não existem velas, lâmpadas, nem holofotes que a eliminem e me deixem ver. És tu a luz, a única estrela cujo ponto cintilante abrilhanta toda escuridão que me rodeia. É essa luz que me guia e me ensina o caminho, caminho que apenas vislumbro quando perto dela estou. Eu quero mas não consigo estar sempre ao lado dela e todos os dias eu volto a entrar na escuridão que me amedronta e me traz visões do horror de viver na escuridão para sempre! Todos os dias eu me perco na falta de luz, mas todos os dias procuro ser iluminado e encontro o meu caminho. Abstraio-me deste fantasma preto que me enubla enquanto escrevo, e enquanto espero por ti adormeço na esperança que me voltes a guiar amanhã, sei que um dia, juntos, derrotaremos a escuridão, entretanto já sabes...acorda-me quando chegares...

15.8.08

Gverreiros do Minho - O assalto do exército de Leste


O silêncio das espadas consigo ouvir
Por entre tantos melros a cantar,
É o sossego irritante que me faz sentir
Que estes momentos não são p’ra durar.
Chegam rumores ao longe, do leste
Que querem tomar nosso posto de assalto,
Algo faz com que a batalha deteste,
Mas se ela vier, eu a esta não falto!
Ao lado da minha Legião sempre lutarei,
Só me fará parar meu sangue derramado,
No primeiro dia isso eu jurei,
E no último sentir-me-ei honrado!
Da batalha chega a confirmação,
O exército saiu de Mostar.
A certeza que tomaram esta direcção
Faz-nos preparados desejar estar.
Poucos dias pude o horizonte olhar
Sem avistar tão raro pelotão,
Não sabia o que de lá esperar,
Apenas confiava na nossa união!
Eis que chega a hora de erguer a espada,
Pedir ajuda a quem nos guia lá em cima.
Rogar que nossa gente seja bafejada
De sorte na batalha que se aproxima!
São inimigos altos e entroncados,
Toscos, rudes e sem escrúpulos.
Dificilmente serão derrotados
Os mestres Bósnios e seus discípulos.
Cedo atacámos para impor respeito,
Na ânsia de mostrar quem manda!
Seu General não sentiu despeito,
E não ordenou a desejada debanda.
Paciente a batalha baseada em calculismo,
Por pequeno que fosse o erro seria fatal,
Criou em ambas partes certo cepticismo,
Ninguém adivinhava tremendo final!
Sofreu duro golpe o exército forasteiro,
Quando a dor não podia ser aliviada,
Foi o último mas também o primeiro,
E levou o maioral a ordenar a retirada!
Povo infame que não sairá impune,
Por perturbar tamanho sossego!
Seja esta chuva um mero queixume,
Das lágrimas que verterão cedo.
Prisioneiro liberdade terás de novo,
Tomarás a estrada por onde vinhas,
Diz ao teu general e ao teu povo
Que em breve terão noticias minhas...

12.8.08

Gverreiros do Minho - A invasão Turca


Paciente esperas a batalha,
Contra quem procura vingança.
Não haverá sorte que lhes valha,
Na Legião reina a confiança...
Compenetrado está o General
Treinando os Gverreiros até à exaustão,
Firme, rigoroso e imperial,
Na incessante busca da perfeição!
Vem correndo o mensageiro,
Tentando o alerta impor.
Grita com ar muito certeiro,
“Chegam antes do sol pôr”.
Corre Gverreiro para o teu posto
E ao longe já os poderás ver,
Terá a tua vida um novo gosto,
Se no fim os conseguires vencer.
Pequeno o grupo que se aproxima,
A bandeira de Sivas vem na frente.
Serão poucos como se estima?
Ou de emboscada virá mais gente?
Toda a Legião se põe alerta,
O povo Turco parece matreiro,
Terás de agir na hora certa
Para que o ataque saia certeiro.
Lutaste sempre com valentia
E nunca mostraste perdão
O exército forte que se previa
Não passou de uma ilusão.
Sem baixas, com garra e união,
Assim se pinta esta vitória,
Se combatermos ao lado da Legião,
Juntos atingiremos a glória...

26.7.08

Gverreiros do Minho - A conquista da Ásia Menor


Ao longe olho o horizonte
Sem qualquer pressa ou anseio,
Avisto algo no cume do monte
Um brilho que me traz receio.
Uma figura humana vislumbro,
Vem a cavalo montado.
Desconheço qual o seu rumo,
E de bandeiras vem ladeado.
Aproxima-se rápido como vento,
Já ouço o seu marchar vitorioso,
Não os identifico, mas tento
Desvendar o cavaleiro majestoso.
Nas bandeiras fixo o olhar
Em busca de algo que me afoite,
O vento fá-las desfraldar
E mostram-me a Sr.ª do Leite!
É impossível esconder o fulgor
Misturado com tamanha emoção.
Foram conquistar a Ásia Menor.
Está de volta a minha Legião!
Travaram batalha em Sivas
Com povo de diferentes costumes.
Sua vitória merece “vivas”,
Estes bravos saíram incólumes!
Da vitória existe ainda o cheirinho,
Mas não há tempo para descansar.
Prepara-te Gverreiro do Minho,
Eles estão prestes a atacar.
Juntos nos vamos preparar
Para a Pedreira defender,
A vitória queremos conquistar,
Medo de lutar nunca iremos ter.
A batalha não será fácil
Disso estou eu bem ciente,
Venham todos os trinta mil
Para como eu dizer “presente”...