16.2.10

Fim da luta...


O carnaval está a acabar, e quem me dera poder acabar também junto. Não disse que amava ninguém ao contrário do apregoado, e ninguém se chateou também. A verdade é que não sou capaz de o dizer sem o sentir, e como passei o Carnaval sem ver ninguém, não o senti, nem o pude tampouco exprimir. O bem de tudo é que ninguém estava à espera que eu demonstrasse o sentimento, ninguém conta com ele sequer. Sinto-o, sei que sinto, mas calo-o, por não o poder ter, por medo, por vergonha, por falta de força e coragem, e não me importa que me chamem fraco, eu não quero ser forte, não quero ser herói, quero passar despercebido, no meu luto, no meu esquecimento, continuar a ser um anónimo entre uma multidão que se conhecesse, continuar a ser o Nemec que escreve devaneios, e continuar a ser o Rui que pensa demais e cala os actos. De entre todos os buracos que passei, talvez este seja o mais fundo e o mais escuro, talvez este seja o último de onde não será fácil me arrancar, e onde vou lutar sozinho contra o que quer que ele me traga, porque estou cansado de me queixar, e estou farto de viver num mundo de faz de conta, onde eu faço de conta que sou mais burro, e onde eu faço de conta que não reparo nos pequenos bicos que me espetam quando se aproximam, ou finjo que está tudo bem. Não quero voltar a ter sentimentos por ninguém, transformem-me numa máquina que simplesmente reage a estímulos, mas que não sente, mas que não sofre. Deitem-me fora uma coração que se diz feito para amar e coloquem no seu lugar uma pedra, fria, como o gume da lança que me cravaram algures entre o ego e a alma. Sinto uma quebra nas forças que me faziam querer continuar, me levantavam e secavam as lágrimas salgadas que me morrem no queixo. Não tenho mais força, mas continuarei a luta, mesmo que saia derrotado, antes morto que ferido! Pintei a Primavera com letras a flores, estrelas e borboletas, Primavera essa que nunca chegou, por engano meu, por fantasia dos meus sonhos, por acreditar no impossível, e por ser estúpido ao ponto de me voltar a deixar iludir por um órgão constituído todo ele de fantasia e quem nem sequer existe dentro de mim. Afinal deveria ter pintado era o Outono com letras às folhas secas e ao seu estalar quando as piso, ou ao Inverno e à sua neve branca que nunca vejo cair. Poderá ser o fim de uma longa história, triste história, o fim de uma luta, e o começo de um arrastar de caixão. Provavelmente morro com o fim da luta... mas se te faz feliz...

11.2.10

Se disser que te amo no Carnaval, levas a mal?

Está a chegar mais um Carnaval
E mesmo que não o queira
Chegará na terça-feira,
Não precisa do meu aval
Para trazer a farra e a festa
E sei que não será desta
Que farei parte do arraial.
Não tenho para isso cabeça
Mesmo que alguém me peça,
Nem tão pouco para gozar
Aquele dia de euforia
E quando o vejo passar
Já nem estou certo do queria.
Talvez quisesse por um dia
Perder toda e qualquer estribeira,
Para ser de inteira folia
Só com a alegria por conselheira
Mas não serei capaz,
Tal como não o sou de dizer
Aquilo que a alma me apraz
Nem sequer tentar fazer
Com que ela se sinta em paz.
E se aproveitar o dia do festival
Aquele em que tudo é normal,
Dizer que te amo no Carnaval,
Levavas a mal?

9.2.10

Soubesses tu...


Deverei dizer-te o que entendo
Acerca dos sinais que recebo?
Será mesmo que os percebo?
Talvez sejam antes fruto
De uma mente ilusionista
E de um coração que veste luto.
Não quero que seja uma lista
De possibilidades e probabilidades,
Não quero que seja obra alquimista
Nem um sentimento cheio de falsidades.
Quero apenas ver a verdade
Mesmo que ela morda e lacere,
Sejam os sonhos não mais que a realidade
E descobrirei que o sentimento fere.
Mas nada disso me interessa.
Não seria a primeira vez
Que algo em mim se atravessa
Com tamanha desfaçatez.
Interrogo-me se devo perder o medo
Que te afastes por te contar
O que afinal quase nem é segredo
Ou não fosse eu o único a guardar.
Continuo a apreciar teu voo,
Teu bater de asas parece aproximar-se
E apercebo-me do quanto destoo,
Terei a mente a apaixonar-se?
A mente sim e não o coração
Esse há muito que já não tem perdão
Por me enganar a cada minuto que passa
E não lhe importa nada que faça
Seja para seu bem ou para seu mal
Faz-me acreditar no que poderá ser
A fuga do seu funeral
E o encontro do meu sem saber.
Deixa-me em momentos de aflição
Sem saber que decisões tomar
Se devo avançar com toda a convicção
Ou devo obrigar o seu bater acalmar.
De tantas vezes que já caí
Não sei se serei mais capaz de andar,
De alguns buracos já saí
Mas este talvez seja para ficar,
Talvez seja a minha última morada
Por não ser capaz de te dizer
Que tenho a alma lacerada
Por te amar e não poder.
Soubesses tu que é por ti que escrevo
E a ti te imagino uma borboleta
Soubesses tu que assim te descrevo
E já me tinhas tirado desta roleta.
Soubesses tu que o que escrevo vocifero,
Para que ao longe oiças, assim espero
Soubesses tu como realmente te quero
E já saberia eu que o que sinto é vero...

4.2.10

Carta aberta ao Sporting Clube de Braga

Uma carta não tem de servir só para fazer uma crítica depreciativa ou apresentar uma sugestão/queixa. Pelo menos não tenciono fazer nada disso com esta. Tenciono simplesmente dirigi-la a toda a estrutura do Sporting Clube de Braga, desde dirigentes e atletas a empregados e colaboradores.
Apesar de ainda ser novo, já acompanho o Sporting Clube de Braga desde muito miúdo, por influência do meu pai. Assisti apenas à conquista de um troféu (a Taça Intertoto) mas ainda assim, nos anteriores anos, em que não se sonhava sequer em conquistar troféus, sempre me orgulhei de ter o Sporting Clube de Braga no coração. Sempre o defendi e lutei para que por onde quer que passasse o nome do Sporting Clube de Braga fosse visto com bons olhos. Nos últimos anos todos nós assistimos a um crescimento do clube a vários níveis, e com ele abriram-se várias possibilidades de ganhar algo mais que o costume, abriram-se as portas do sonho. Por diversas vezes se criou nas nossas mentes um pequeno brilho de que poderíamos estar perto de ser campeões. A imprensa nunca acreditou e os manipuladores acabavam sempre por deitar por terra os nossos esforços, porém chegou a presente temporada e com ela o outrora brilhozinho se tornou numa luz forte e ofuscante que torna o sonho tão real. A imprensa continua a não acreditar, nos bastidores joga-se sujo, mas em campo o Sporting de Clube de Braga tem dado água pela barba a todos eles. Fomos capazes de enfurecer de tal modo o sistema de manipuladores que o jogo sujo se tornou visível aos olhos de quem quer ver, infelizmente ninguém nos ajuda a mostrar a injustiça para onde nos empurram. É por isso que temos de ser nós, clube e adeptos, a lutar com todas as armas que temos e até que as forças não nos deixem mais, para que a verdade seja reposta, porque eu como adepto dos Gverreiros do Minho estou farto que me rebaixem e que me empurrem para baixo com ilegalidades. Quero ainda agradecer a todo clube por me ter criado um sonho e por me continuar a alimentá-lo, tenho por esses estádios fora enfrentado as condições mais agrestes e lutado para eliminar todos os contratempos de maneira a poder dizer presente fim-de-semana após fim-de-semana em mais uma batalha, em mais uma conquista, e dou a minha palavra que vou continuar a fazê-lo, por entre chuvas torrenciais e sol abrasador, em horários poucos dignos para quem quer ver e praticar futebol, mas tudo farei para marcar presença, até que o coração deixe de bater, para que me oiçam os que se fazem de surdos e me vejam os que se dizem cegos, porque vocês merecem. Sou apenas um que vos escrevo, mas estou certo que muitos milhares assinariam por baixo, porque para mim, aconteça o que acontecer, vocês serão sempre os verdadeiros campeões!

28.1.10

Borboleta



Já não era a primeira vez que o esvoaçar das tuas coloridas asas se passeava na minha frente, cheguei a guardar memórias visuais que me fazem ter a certeza disso, porém cresceste e estás diferente, mais bela, mais esbelta, mais colorida, mais primaveril. Olhei-te com olhos de quem acabou de ficar aluado, sem palavras na boca seca e sedenta, com um nó na garganta que quer explodir dois pares de sílabas e um aperto no peito por não ser capaz. Deixei-me ficar no meu canto mas continuei a olhar-te e a imaginar o perfume que espalhas por entre os que te rodeiam e te apreciam. Reparaste que te olhava e decidiste dar-me a cheirar a fragrância que de ti brota. Vieste em minha direcção e pousaste sobre a mão. Quis guardar-te para sempre, não só na imaginação, mas assaltaram-me as palavras sábias da música que diz que se eu te largar, sinto a tua falta mas se eu te amarro, perdes a cor. Contínuo sem ser capaz de te dirigir a palavra e continua o nervoso miudinho a fervilhar na boca do estômago. Sei que não vais ficar muito tempo se não falar, mas se falar tenho medo que te assustes e que não te veja mais. Perdi a oportunidade de arriscar e de me atirar de cabeça, guardei apenas o momento só para mim e apesar de continuares por perto, não sei o que pretendes fazer com o teu futuro, continuar apenas a alimentar-me a vista e a esfomear-me a alma, voltar a tentar encher-me por dentro ou simplesmente seguir o rumo da primavera até que venha o Outono? Não me pertences, não te posso moldar o querer, pertences aos meus medos e não tos vou mostrar, não tos quero mostrar e não tos posso mostrar. Se soubesses ao menos ler o que escrevo, se soubesses que escrevo enquanto te imagino, se soubesses que desenho letras... Mas tu não sabes, nem vais descobrir, és uma borboleta à espera da Primavera que há-de vir...

24.1.10

Sonho


Deixo a poesia de parte desta vez, algo que até não tenho grande jeito mas que me dá um certo gozo fazer, e até porque os sonhos não são nada poéticos, quando nos lembramos deles temos apenas imagens espaçadas temporalmente num espaço que nem sempre é correcto e onde o impossível não existe. É nas noites mal dormidas que vivo os sonhos como realidade, em que os sinto na pele, na alma e me fazem mexer os sentimentos nem sempre para onde devem ir. Foi numa dessas noites, em que os sons que me fazem vibrar os tímpanos se confundem com os sons produzidos no imaginário da minha mente que dão voz à vida que não vivo, ao sonho, que encontrei alguém que eu achava familiar. Um rosto que conhecia à muito tempo, mas que não via à tempo suficiente para na primeira impressão não ter a certeza se era mesmo a pessoa que imaginava. Descobri depois que sim, era mesmo alguém que eu conhecia (embora só naquele sonho). Após algum tempo em que a minha memória não gravou nada, fui puxado por um braço, abraçado com força e beijado com ternura. Senti a cabeça a querer disparar no sonho e o inconsciente a querer acordar na realidade. Sei que não acordei totalmente e apesar de me ter apercebido que era um sonho continuei a vivê-lo na tentativa de conhecer o fim, como se de um filme se tratasse. Perguntei “Porque fizeste isto afinal?”. A resposta saiu entre um sorriso, “Senti que devia fazê-lo, que não tinha nada a perder, que estavas a precisar.”. Deixei que me segurasse a mão num gesto de confiança e não teve mais seguimento o sonho, acordei para desespero meu. Por momentos ainda acreditei que tudo fosse possível, elevei a minha auto-confiança a níveis perigosamente elevados, mas o adiantado da hora e o cansaço fizeram-me adormecer, fizeram-me levar o pensamento para longe novamente e ligar-me a outro sonho com outras personagens, outra história e outra finalidade. Quando finalmente acordei já tinham os valores da auto-confiança voltado ao normal e já tinha eu caído na realidade de que tudo não passou de um sonho, tudo não passou de uma vontade de querer, de um anseio, foi tudo uma miragem um mal entendido. Voltei a sentir a dor no peito e o vazio no estômago, voltei a cair na monotonia de passar ao lado de toda a gente, mesmo da cara que nunca vi mas com que sonhei, voltei a cair no esquecimento, votei a chorar de raiva por levar a vida demasiado a sério, a chorar de angústia por não acreditarem que não quero nada em troca do que faço, a chorar de medo de estar errado por querer ser sempre correcto com toda a gente, a chorar de tristeza por não conseguir por fim a isto de uma vez por todas. Não quero ser herói de ninguém, não quero ser o centro das atenções, quero apenas os gestos simples que nos fazem ter gosto pela vida e nos fazem sorrir por ver nascer o sol uma vez mais, para poder parar de escrever textos cheios de segundos sentidos e segundas intenções, com segredos e mensagens escondidas que não lê a quem são dirigidas nem descobriu a quem não eram. Só quero dar descanso a uma cabeça que passa demasiado tempo consigo, e não é capaz de abrandar, de dormir profundamente e de esquecer um presente que não quero como passado. Se não tenho saudade do meu passado posso exigir saudade do meu futuro?

18.1.10

Desilusão


Preciso tocar nas feridas,
Rever-me no passado
E encontrar saídas
Para uma dor que guardo
Infligida por um dardo
Envenenado de esquecimentos
Não da minha própria mente
Mas das outras, de toda a gente.
Proliferam lapsos memoriais
Que cravam dores intemporais
Num encéfalo que pede que aguente
As outras dores corporais
Por esforços físicos, mentais,
E outras insignificâncias que tais.
Vivo no medo de cair,
Na incerteza do que quero,
No não saber o que espero.
Criticam-me os ideais,
Interrogam-me as escolhas,
Parem de fazer sentido
De uma vez por todas...
O que me dizem não entendo,
O que entendo não me foi dito,
Continuo a viver de tino aflito
E porque não me surpreendo?
Porque não sou capaz de arriscar,
Não tenho no dicionário tentar
Mesmo que falhar seja o destino,
Esse que me parece só mais um cretino.
Que a raiva que me sai pelos dedos
Se transforme de vez em vontade
De vencer todos os medos
E por uma vez arriscar de verdade
Sem receio do que há-de vir
Sem temor de cair.
Desofuscar esta escuridão,
Pedir aos demais perdão
E jurar não mais me iludir,
Para não cair na desgraça
De seguir o trilho que a malvadez traça...

4.1.10

At Freddy's House - Dacing in the dark

Há musicas que parecem ganhar uma nova vida quando alguém as volta a editar dando-lhe um toque pessoal. Foi o que aconteceu com o original de Bruce Springsteen, Dancing in the dark, quando At Freddy's House decidiu fazer a sua própria versão. Também a vida às vezes precisa ser re-editada, mas, "you can't start a fire without a spark"

I get up in the evening
and I ain't got nothing to say
I come home in the morning
I go to bed feeling the same way
I ain't nothing but tired
Man I'm just tired and bored with myself
Hey there baby, I could use just a little help

You can't start a fire
You can't start a fire without a spark
This gun's for hire
even if we're just dancing in the dark

Message keeps getting clearer
radio's on and I'm moving 'round the place
I check my look in the mirror
I wanna change my clothes, my hair, my face
Man I ain't getting nowhere
I'm just living in a dump like this
There's something happening somewhere
I just know that there is

You can't start a fire
you can't start a fire without a spark
This gun's for hire
We're just dancing in the dark

You sit around getting older
there's a joke here somewhere and it's on me
I'll shake this world off my shoulders
come on this laugh's on me

Stay on the streets of this town
and they'll be carving you up alright
They say you gotta stay hungry
hey baby I'm just about starving tonight
I'm dying for some action
I'm sick of sitting 'round here trying to write this book
I need a love reaction
come on now gimme just one look

You can't start a fire sitting 'round crying over a broken heart
This gun's for hire
Even if we're just dancing in the dark
You can't start a fire worrying about your little world falling apart
This gun's for hire
Even if we're just dancing in the dark




27.12.09

Ignorado


Não me sai o grito
Amordaçado pelas cordas vocais.
Ao pensamento então suplico
Que me liberte a raiva e outros que tais
Em vez desta água salgada
Que mantém a face molhada,
Me desfoca a visão e cai lentamente,
Secando na folha onde escrevo
E marcando-a eternamente.
Não desvio o seu caminho
E deixo-a percorrer o seu leito
Imaginando que é um carinho
De alguém que guardo no peito,
Tentado não me sentir sozinho.
Vivo sem vontade que chegue o amanhã
E de tirar a mão que me apoia a cabeça
Sobre um cotovelo cansado de me ouvir,
Não me vai responder, mesmo que peça.
Levanto a cabeça e não tenho nada a dizer,
Sinto-me cansado de tentar viver
Neste mundo cada vez mais real,
Olho o espelho e que vejo afinal?
Quero mudar tudo aquilo que sou.
Talvez exista um lugar certo para cada um,
E o meu é certamente onde nunca estou.
Será que existe mesmo lugar algum?
Terei eu noção de para onde vou?
Tenho nada mais do que cansaço
De um livro continuar a escrever
Que afinal só retrata um fracasso
De alguém que nem sequer sabe viver...

14.12.09

O meu jornal desportivo II


Braga-Naval

«Nem a força Naval os tira da liderança»


São já treze as jornadas da liga de futebol 09/10 e não se conhece outro líder a não ser o Sporting Clube de Braga. Tal como publicado no site oficial do clube “Não é sorte... é talento”. Desta vez foi a Naval 1º Maio a não conseguir vencer os Gverreiros do Minho, que perante a sua legião de 10 000 almas que resistiram a temperaturas gélidas (o fervor Braguista aqueceu-os durante o jogo), lutou durante todo o encontro contra o anti-jogo, a passividade e serenidade do árbitro Rui Costa perante as atitudes de falta de vontade de jogar futebol por parte da equipa visitante, e também contra a Naval, que apesar de só defender, também lá estava em campo, melhor meio campo! Perante uma equipa que viajou de tão longe em busca de um precioso pontinho, os Arsenalistas entraram com toda a força e decididos a mostrar quem manda em Braga. Foi o que demonstrou Moisés, após canto na esquerda e alguma confusão na área, a bola sobrou para o central que em cima da linha limite da grande-área rematou com potência a rasar a barra. Um tiro que acertou na água mas que assustou a frota toda. Meyong também tentou a sorte após cruzamento rasteiro de Alan mas a bola saiu ao lado baliza da Naval. Augusto Inácio, que viu a primeira parte ser jogada ao longe, apercebeu-se do perigo em que estava a sua armada e decidiu defendê-la com unhas e dentes. Incutiu isso nos seus pupilos, que acataram as ordens e limitaram-se a defender até ao intervalo. Com a chegada da 2ª parte apenas mudou o meio terreno onde mais tempo estava a bola, ora atacava o Braga, ora aliviava a bola a Naval. Meyong voltou a assustar com um cabeceamento a passar ao lado poste após cruzamento de Hugo Viana. Intensificou-se a pressão ofensiva do Braga e aumentou o número de cantos e pontapés de baliza para a Naval. Pontapés de baliza que eram sempre colocados no seu jogador mais alto, Baradji, que cabeceava ora para um jogador do Braga, ora para outro jogador do Braga. Pouco depois Matheus cabeceia a bola na área mas esta vai de encontro com Peiser. Cheirava a golo na Pedreira, e Rui Costa como tem nariz também cheirou e decidiu meter o dedinho onde não devia. Decidiu-se então por marcar faltas de jeito e equilíbrio dos jogadores da Naval e por não fazer cumprir as leis do jogo sendo bastante complacente com o anti-jogo praticado pelos figueirenses. De destacar ainda dois remates de Matheus que cara a cara com Peiser enviou uma bola por cima da trave e outra acertou no guarda-redes. Mais pontaria tiveram os figueirenses que aos 93 minutos lá conseguiram efectuar o primeiro remate que acertou na barra. Acabou o jogo com o mesmo resultado que tinha começado muito por culpa de Augusto Inácio, o único homem carta de pesados para retirar o autocarro da frente da baliza decidiu deixar-se ficar pelo banco de suplentes... estava frio! E se outros podem ser tendenciosos porque não posso ser eu?