7.10.10

Diário da Índia - Dia 14

Acordei cinzento como o dia, não que aparente chuva, mas o sol anda meio escondido. A temperatura baixou, mas não o suficiente, e a indefinição de como vai ser o dia deixa-me com estômago às voltas. Por falar em estômago, sinto cada vez mais a falta de carne e de peixe na ementa diária. Deixei que o dia se arrastasse entre pequenas arestas que faltam limar, e entre arestas que alguns decidem criar. Foi precisamente uma dessas arestas que me fez perder a calma, pôs-me o sangue em reboliço e não aguentei mais, fartei-me de engolir sapos e abanar a cabeça, não insultei ninguém mas dei a entender que não estava virado para ser saco de boxe. Estou farto de uma terra que não é minha e que não me diz nada, estou farto de tostar ao sol todo o dia em pé, estou farto de me sentir fraco, cansado, totalmente esgotado ao fim 14 dias de trabalho ininterrupto, preciso de descansar, preciso de pôr as ideias em ordem, preciso de ir embora daqui. Chegou o dia que eu mais temia, o dia em que a aventura ia deixar de ter ilusão, ia deixar de ser novidade e se ia tornar numa monotonia que não me agrada. Custa olhar em frente e ver o que ainda falta, custa encarar cada dia como sendo apenas mais um, custa lidar com as saudades e sentir-me distante de tudo o que mais quero. Custa não ter ninguém para falar e custa cada vez mais mentir que está tudo bem quando na verdade estou a segurar as lágrimas para não caírem enquanto me mentalizo que tenho de ser mais forte ainda e quando me apetece largar tudo e correr em direcção a um pouco de carinho. Sinto-me encarcerado, rotinado e estou farto, estou cansado, quero ir embora, já…

6.10.10

Diário da Índia - Dia 13

Hoje foi o primeiro dia da segunda parte da aventura, metade da duração da estadia já passou, agora falta a outra metade! E para começar a segunda parte da melhor maneira, nada melhor que acabar com o trabalho mais duro e mais sujo, ou pelo menos assim acho eu! Desta vez sem o meu ajudante e intérprete habitual, lá tive de me desenrascar sozinho a tentar falar com o motorista numa língua que nem eu sei bem o que era! Mas lá fez o obséquio de me entender e ajudar. Ao fim de cerca 3 horas e de 4kg de pó de cimento misturado com carvão em cima, lá acabei de montar a última báscula! Da parte da tarde foram feitas as configurações da praxe e ficam agora a faltar só pequenos ajustes e acabamentos. Houve ainda tempo para eu conseguir dar uma espreitadela na minha atulhada caixa de e-mail, e descansar alguns, dando finalmente notícias através do facebook, não sei é se lá vou conseguir voltar tão cedo! O final do dia terminou em amena cavaqueira, um pouco também para esquecer a distância que nos separa de Portugal.

5.10.10

Diário da Índia - Dia 12

Hoje é feriado, não para mim como é óbvio, mas para alguns que habitam a uns milhares de quilómetros da Índia. Assim sendo, lá volto eu à minha rotina de acordar cedo e verificar que o sol lá fora já brilha, o que significa que tenho água morna na torneira marcada a azul, e água a ferver na torneira marcada a vermelho. Descubro que tenho mais uma mordidela de mosquito numa perna e lá vou eu para o trabalho cheio de vontade de acabar com isto, e da parte da manhã foram talvez as horas que melhor me correram, nem dei pelo tempo passar e o trabalho era como se voasse das minhas mãos. Voltei a casa para o almoço e tive a felicidade de comer um prato bem português, comi feijoada! Juntei um pouco de arroz sem sal, e consegui um sabor quase português. Ainda assim sinto falta de coisas tão básicas e simples que não passa pela cabeça de ninguém. Um dia destes acordei com vontade de comer um bife, com batatas fritas e um ovo estrelado, isto de ser vegetariano à força não é nada fácil, até do pão sinto falta, ou de um iogurte, coisas que quando estou por Portugal são banais. Deixo-me passar pelas brasas no fim de almoço com paladar português e ao despertar consegui, imaginem só, escaldar uma mão ao abrir a torneira… da água fria! Na Índia é tudo possível… Talvez por me ter escaldado a tarde já se arrastou mais um pouco e ao cair da noite fiquei um pouco mais nostálgico, e deixei as saudades baterem à porta, foi-me valendo que hoje o telemóvel deixa-me receber mensagens e fui falando com os amigos para tentar apaziguar a saudade. Contudo não me posso queixar de falta de companhia, hoje tenho especialmente o quarto cheio de insectos! Não sei o que se passa, talvez um dos residentes do meu quarto faça anos e tenha decidido dar cá uma festa, tive de fazer um esforço para não pisar nenhum no caminho até à cama. Já lhes pedi para fazerem pouco barulho que quero dormir e para se deixarem ficar pelo chão, nada de me vir fazer companhia durante a noite para a cama, espero que obedeçam senão acabam-se as festarolas à semana aqui no quarto, ficam desde já avisados!

4.10.10

Diário da Índia - Dia 11

Inicio de mais uma semana, por Portugal há quem não trabalhe pois aproveitou para prolongar o fim-de-semana, mas por cá eu trabalho, e o dia foi de calor intenso. Consegui voltar à minha forma normal depois de ter aproveitado bem para descansar no tempo que tive livre, e deixei que o suor me escorresse como se necessitasse de secar por dentro, deixei o sangue ferver e encarei o trabalho como um objectivo que não podia falhar, e não falhei, apesar disso não me correu lá muito bem o dia, tive sempre entre 4 a 5 pessoas coladas a mim (e quando digo coladas é a uma distância em que consigo sentir-lhes o bafo a caril) a ver o que eu estava a fazer e a falar e Hindi entre si, e tive um indiano que de tanto me querer ajudar só me estorvava, mas lá consegui dar conta do recado. Acho que me começo a acostumar a esta terra onde se arrota à mesa com toda a vontade e não se pede licença nem desculpa, onde se tem respeito e pena de tudo quanto é ser vivo que se mexa por isso nada de matar os mosquitos que me ferram o corpo todo, onde não ser vegetariano é estranho e é ser diferente e onde dizer que venho de Portugal é como dizer que sou marciano, acho que já me habituei aos bichitos no meu quarto, já nem lhes passo cartão e desvio-me deles para não os pisar e não ser etiquetado de assassino de seres indefesos. Da próxima vez tenho de me lembrar de trazer Fenistil. Num dia que acabou de forma nostálgica, senti uma vontade enorme de correr para uns braços que estão tão longe, e sentir aquele aconchego que senti na partida, deixei escorrer uma lágrima para me lembrar que tenho de suportar isto, e que em breve lá estarei eu a receber esse mesmo abraço mais forte e multiplicado um sem fim de vezes!

3.10.10

Diário da Índia - Dia 10

Domingo, dia de folga, não para toda a gente. Eu trabalho, só de manhã e num ritmo mais baixo que já começa o cansaço a ser muito é certo, mas trabalho. No fundo sinto-me a trabalhar sempre que não estou a dormir, porque os temas de conversa acabam sempre por acabar no trabalho. Preciso de descanso, preciso de algo que me alivie este stress constante, estas pressões pequenas que todas juntam se tornam numa grande. A conversa com amigos era o ideal, mas sem Internet e com um acesso limitado ao telefone não se torna fácil comunicar com os que me são chegados e estão agora tão longe. Vou por isso tentando fazer amigos por aqui, pelo menos para durarem no tempo em que cá estou, sei que nunca mais os vou ver no dia em que partir, mas por estes dias é a eles que me lamento, e com eles que me animo, é com eles que alivio, apesar da língua ser uma entrave há sempre uma maneira de nos exprimir-mos. Escrever já não chega para aliviar as saudades, os telefonemas sabem a pouco, e eu sinto falta de coisas tão básicas que as diferenças de cultura não me dão, mas cá me vou aguentando. Numa tentativa de me distrair e esquecer todo este enorme reboliço de sentimentos, tive neste fim de tarde um jogo de futebol, ou pelo menos algo parecido com isso, um jogo divido por nacionalidades, de um lado 3 portugueses, do outro 4 indianos, o resultado nada importa, até porque na Índia o futebol não é um desporto comum, e eles nem a as regras sabiam, um deles foi a primeira vez que jogou futebol e sentiu-se extremamente feliz por ter marcado um golo! Valeu a pena este tempo passado a dar umas boas corridas e uns valentes chutos na bola, deu para aliviar. Talvez fosse esta a parte mais interessante deste fim de tarde, não fosse o que se passou a seguir extremamente insólito. Fui convidado para ir até à cidade, e lá fui eu, porque oportunidades de sair aqui da fábrica não são muitas. Na volta, o condutor do carro conseguiu infringir a lei mais vezes que uma ambulância do INEM em marcha de urgência, conseguiu andar em contra mão de máximos sempre ligados mesmo quando vinha alguém de frente, sem cinto (coisa que por aqui ninguém usa), a falar ao telemóvel enquanto segurava uma garrafa de cerveja de 1,5l na outra mão! E andam os polícias em Portugal a passar multas de estacionamento nos carros que excederam o tempo do parquímetro…

2.10.10

Diário da Índia - Dia 9

Dia 2 de Outubro é o aniversário de Gandhi, por isso é feriado nacional, mas não é para toda a gente, para mim por exemplo foi dia de trabalho na parte da manhã, e na parte da tarde fui visitar o centro da cidade de Rewa, no fim de uma sesta para recuperar energias, que bem preciso. O caminho de cerca de 11Km até Rewa não é muito fácil de ser feito, ora pela sinuosa estrada, ora pelo trânsito desordenado, ora pelas vacas no meio do caminho, é sempre uma viagem emocionante. Na verdade a cidade não tem muita coisa para ver, tem um museu com animais embalsamados, como tigres, tigres brancos, e outros de pequeno porte, valiosas peças em prata pertencentes à realeza, e a particularidade de apenas se poder visitar o museu descalço. No centro da cidade a azafama é imensa, e atravessar a estrada é uma tarefa árdua com sucessivos avanços e recuos. Existe o chamado mercado, que não passa de uma avenida ladeada de lojas onde se vende sobretudo ouro e roupa, e onde cada loja com porta tem uma pessoa cujo único serviço é abrir e fechar a porta, quando alguém tenciona passar. Escurece e torna-se muito difícil circular por aqui, porque devido à quantidade de luz aqui existente, a quantidade de insectos é muito maior, ao ponto de ser impossível pousar um pé sem esmagar uns quantos bichos, na verdade andamos literalmente em cima dos bichos. É por isso hora de retornar a casa, jantar e voltar a descansar…

1.10.10

Diário da Índia - Dia 8

Mais um escaldante dia de trabalho, mais umas valentes suadelas, mais uns milhentos mosquitos afugentados da minha cara e mais duas básculas prontas num dia que eu pensava que ia acabar cedo! Durante o dia os camionistas que vão ficando surpreendidos com as mudanças, iam-me questionando sobre a finalidade dos dispositivos que estou a montar, em indiano é claro, e eu farto de ouvir falar uma língua que não entendo e farto de tentar falar em inglês para eles e dizer que não percebo o que me dizem decidi falar-lhes em português, respondendo que o que eles vêm vai no futuro servir para tirar gelados e mais tarde café, coisa que por aqui eles acham que é cevada. E lá me fui entretendo assim pelo resto do dia. Consegui até ser atropelado por um insecto de grande porte que me pôs alguns segundos à procura do norte tal foi a pancada no olho esquerdo! E quando pensava que tinha terminado o trabalho por hoje eis que alguém se lembra de fazer testes e configurações, coisa que durou até às nove e meia, e foi preciso apertar para irmos embora caso contrário íamos ficar sem jantar… As refeições são sem dúvida o que mais me custa a passar. O pequeno-almoço é divinal, bem ocidental, com leite, cereais, torradas, fruta, sumo, já as outras refeições são vegetarianas e o esforço deles para fazerem comida ocidental é enorme, mas falta-lhes aquele paladar português, serve simplesmente para tapar o buraco. Amanhã é dia de aniversário, mas não meu…

30.9.10

Diário da Índia - Dia 7

O sol e o calor começam a ficar insuportáveis, e a cor da minha pele está a aproximar-se cada vez mais da cor da pele dos indianos. O cansaço já se faz sentir bastante, o arrastar das minhas pernas é cada vez mais pesado, e a alimentação não ajuda muito, das poucas coisas tragáveis ao paladar português, apenas consigo variar entre arroz seco com bocaditos de cogumelos e pimentos e massa esparguete seca simples, contudo não me sinto a perder peso, sinto-me apenas com menos força, e a falta de folgas tem ajudado a isso. No pouco tempo livre que tenho e em que tento socializar um pouco, só me falam de trabalho, se esta etapa já está pronta, se é possível acabar aquela amanhã, se temos tempo ainda de começar a outra e eu sinto-me cada vez com menos força, e a arrastar-me pelos dias… Vai-me valendo as estranhas coisas que por aqui acontecem para me entreterem o cérebro, hoje descobri que o motorista do meu jipe toma drogas, não das pesadas, mas das outras, ainda perguntei que outras mas fiquei a perceber o mesmo, e não, não são medicamentos, mas ao que percebi é algo que ele precisa mesmo, é sempre positivo ter um motorista que se droga, assim ando sempre de jipe com uma moca! Outra coisa engraçada que descobri é no serviço de lavandaria aqui da residência, eles lavam por fora e sujam por dentro, é que cada peça de roupa que mando para lavar traz o numero três escrito pelo lado de dentro, que é o número do meu quarto. Começo a achar que estou dentro de uma espécie de “Iniciativa Dharma” da série “Lost”, todos vestem os mesmos uniformes cinzentos, são muito simpáticos connosco, estamos rodeados de uma cerca para onde não podemos passar, e lá fora está o mundo com o qual (quase) não temos contacto, os “Outros”. Por falar em contacto começa a ser cada vez mais difícil e complicado falar com as pessoas em Portugal. Via telefone não é fácil perceber os verdadeiros sentimentos que têm, gostava de os ver, saber como realmente estão, abraçá-los. Ligo porque me sinto só, porque preciso esquecer que estou longe, mas não há conversa, as coisas não flúem, não há nada para dizer, apenas perguntar se está tudo bem todos os dias já não chega, preciso de ir para casa, levem-me, tirem-me daqui… Sinto-me perdido, porque me habituei (habituas-te) mal…

«Se não te tivesse conhecido, não tinha gostado de ti. Se não tivesse gostado de ti, não te amava. Se não te amasse, não sentia saudades tuas. Mas conheci, amo e sinto muitas saudades!»


29.9.10

Diário da Índia - Dia 6

A cada dia que passa aprendo algo novo, todos devemos ter a noção que podemos aprender com o mais ignorante dos seres, e não devemos julgar as pessoas pelo aspecto. Depois de ter tostado ontem no sol tórrido que por aqui se faz sentir, hoje nas primeiras horas de trabalho durante a manhã um indiano, veio ter comigo e disse-me que tinha algo para mim, ele comprou um protector solar para mim e eu fiquei sem saber o que lhe oferecer ou dizer para agradecer, porque aqui não tenho nada para retribuir, ele disse que não é necessário qualquer tipo de retribuição, que foi com amabilidade que fez este gesto. No escritório costumam dizer que ele tem um ar ocidental por se vestir de maneira diferente e por ter uma visão fora do normal para os “limites” indianos. É sem qualquer tipo de dúvida o indiano com quem me tenho dado melhor nos últimos dias, passa o dia junto de mim a aprender o que eu faço, e vai-me falando da cultura indiana. Mostrou-me que é normal na índia dois homens casados e com filhos se passearem na rua de mão dada, sem qualquer tipo de problema e sem isso os diminuir na sua masculinidade ou sem o perigo de serem conotados como sendo homossexuais. Num local onde existe tanta pobreza, esta é das poucas maneiras que eles têm de mostrar a sua amizade e mostrarem como querem bem aos outros. É de admirar também como dois dos indianos que me têm ajudado e que não falam inglês, tentam comunicar comigo, por gestos, por símbolos, por palavras que tentam dizer em inglês porque perguntaram a outro que consegue falar, querem sentir-se próximos, querem fazer-me sentir bem num país que não é meu. Perguntam-me pela família, pela namorada, pelos amigos, se estão todos bem, se tenho saudades, se quero voltar, e notam que os meus olhos vidram e a minha voz embarga enquanto tento dizer que sim… Tentam de imediato animar-me, e é com a força deles que me vou aguentando por aqui, numa terra diferente da minha em tudo. Se por um lado estes que nada têm me querem oferecer o mundo, ou pelo menos os sentimentos bons deste mundo, e tanto me têm ensinado, por outro aqueles que tudo têm ensinaram-me que aqui, ser engenheiro e não ser, não é a mesma coisa, ser casado e não ser, não é a mesma coisa, é-se menos, muito menos. Estou misturado no meio do povo, no meio da miséria, mas tenho aprendido muito com eles, posso não conseguir falar com eles, posso não entender o que me dizem, mas sinto o que os olhos deles me mostram, e se as palavras e os sorrisos mentem, os olhos não o conseguem fazer! Já só faltam 6 básculas…

28.9.10

Diário da Índia - Dia 5

Com uma noite bem melhor dormida que a anterior, acordo para mais um dia de trabalho. Toda a gente que encontro me pergunta se me sinto melhor, e no fim do pequeno-almoço, dirijo-me até ao escritório onde tudo quanto era indiano capaz de falar inglês me perguntava se me sentia melhor. É de certa forma estranho o carinho com que me recebem aqui. Começo a comparar a Índia a Portugal, onde toda a gente se preocupa com os que vê na rua. Os indianos são todos muito afáveis, divertidos e simpáticos, gostam é pouco de dar ao cabedal! Durante a manhã dividida entre o armazém e a báscula 7, e a tarde exclusivamente tirada para a báscula 7. Apesar de ter trabalhado o dia todo sobre um sol que atingiu os 37ºC e rodeado de poeira de carvão, o dia rendeu bastante, e além disso fartei-me de dizer e ouvir piadas de um indiano com sentido de humor, que me ensinou que os indianos dão mais valor ao sentimento que às relações, daí eles adorarem andar aos abraços e darem-se bem uns com os outros, ensinou-me ainda que os indianos não fazem ideia do que significa o polegar levantado, daí me olharem com uma cara estranha sempre que o faço, a mesma cara estranha que eu os olho sempre que eles tentam falar para mim em hindi! Já o sol se tinha posto e já os mosquitos não me deixavam trabalhar quando arrumei as ferramentas e percebi que tinha os braços um pouco vermelhos, mas só depois de tomar banho percebi que não era sujidade mas sim os braços e o cachaço a começarem a ficar morenos, morenos demais diria eu! No fim de jantar aproveitei para saber como andava Portugal, o meu Braga joga hoje para a Liga dos Campeões em casa e eu nem oportunidade vou ter de saber que tal está a correr. Apesar disso correu bem a conversa com o sítio onde me sinto melhor, e depois de um passeio pelo parque onde a espaços se consegue vislumbrar um pouco de relva no meio de tantos insectos, resta-me dormir, que tenho mais um dia de trabalho pela frente.