4.11.06

A areia da vida



Numa tarde quente de Agosto, estava na praia, sentado na toalha ao fim de um banho na água salgada, a observar duas crianças a brincar na areia. Senti uma espécie de inveja por não poder partilhar a alegria que transbordava por eles. Eles divertiam-se muito, construíam um castelo de areia, com torres, passarelas e passagens internas. estiveram horas a fio de volta da fortaleza de areia. Quando estava quase acabada, veio uma onda e destruiu tudo, o castelo ficou reduzido a um monte de areia e espuma. Nesse momento convenci-me que, depois de tanto esforço, dedicação e cuidado, as duas crianças iriam chorar pela injustiça que lhes tinha acontecido. Foram horas de esforço levados numa fracção de segundo. Mas tive uma surpresa. Em vez de chorar, começaram a correr pela praia, fugindo da água, rindo de mãos dadas e começaram a construir outro castelo, com uma vontade e empenho ainda maior que da primeira vez. Nesse momento dei por ela da grande lição que eles dois inocentemente me ensinaram: gastamos muito tempo da nossa vida a construir alguma coisa e, mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir tudo o que levamos tanto tempo para construir. Mas quando isso acontecer (se isso acontecer), só aquele que tem as mãos de alguém para segurar, será capaz de sorrir!



Na vida apenas permanece o amor, o carinho e a amizade. O resto é feito de areia...

1 comentário:

Lipa disse...

Oi trengo...
O texto ta muito fixe...
Ve la se pensas sempre que em qualquer altura da vida se abre uma nova porta e pode ser a nossa oportunidade de sermos felizes por isso nunca desistas de lutar pela tua felicidade
Bjinhos